As
chamadas psicopatologias, no contexto da teoria psicanalítica Freudiana, podem
ser divididas em quatro estruturas, a saber, a neurose obsessiva, a histeria, a
perversão e a psicose.
A
neurose por ser brevemente definida como uma desordem mental, consciente pelo
sujeito, desordem esta que não atinge as funções essenciais da personalidade,
ou ainda, doença nervosa sem causa somática, mas psíquica, não tendo o poder de
transformar a personalidade do sujeito[1].
“Com efeito, o que quer dizer as palavras “consciente” e “não tendo o poder de
transformar a personalidade do sujeito” no registro da neurose?
Os
neuróticos caracterizam-se pelo sofrimento que sua psicopatologia lhes inflige,
sendo este sofrimento a causa mesma da deliberação do sujeito no sentido de
procurar um analista na esperança de uma cura. A patologia neurótica não impede
o sujeito de possuir uma vida social mais ou menos saudável, e ele mesmo está
cônscio de seu sofrimento. O neurótico obsessivo embora não consiga por conta
própria se libertar de seus medos, sabe que no fundo são absurdos. Todas as
pessoas psiquicamente normais sentem medo diante do perigo, diferentemente, o
neurótico é afligido por um medo mórbido, doentio e sem qualquer fundamento[2].
Segundo Freud, a causa da neurose reside na ideia de conflito interno entre
duas forças opostas que constituem o nosso psiquismo[3].
Ao afirmar que os neuróticos sofrem de reminiscências, Freud confere a uma
experiência passada a causa da neurose, pelo conflito, existente entre um
desejo, ligado às pulsões e ao ID, e o dever moral, que emana do Superego, gerando,
por conseguinte, o sentimento de culpa. E como as pulsões precisam ser
necessariamente descarregadas acabam por gerar um sintoma neurótico.
A
histeria, não obstante ser distinta da neurose obsessiva, apontada
precedentemente, também é classificada como uma neurose, com o seguinte
distintivo: o sintoma histérico é conversivo, isto é, o sintoma se manifesta no
corpo do sujeito na forma de paralisias, coceiras, cegueira, etc. A título de
exemplo, pode-se mencionar a paciente de Freud chamada Dora, que apresentava
entre outros sintomas uma tosse nervosa. O sintoma desapareceu quando Dora
reconheceu, pelo método psicanalítico que a irritação da garganta ligava-se a
um desejo inconsciente de sucção da vara pela qual ela se identificava à amante
de seu pai[4].
As
perversões caracterizam-se pelo retorno às atividades, gostos e escolhas
característicos de uma etapa anterior do desenvolvimento libidinal; retorno
este chamado em psicanálise de regressão.
No pervertido o desejo edipiano não deixou de existir e a angústia de castração
que a ela está intimamente ligada subsiste em toda a sua intensidade. O prazer
do pervertido não pode ser obtido pela simples aproximação das partes sexuais
de um homem e de uma mulher, porém, utiliza outros meios e outras vias
corporais, por exemplo, o órgão genital do mesmo sexo, via oral ou anal, ou
prover aproximação heterossexual normal de condições sem as quais ela não
traria para ele realização satisfatória[5].
As perversões manifestam-se, na relação sadismo/masoquismo, voyeurismo/
exibicionismo, no fetichismo e no homossexualismo.
No
tocante à psicose, convém compará-la com a neurose para uma melhor compreensão.
Conforme visto anteriormente, o neurótico sabe que seus medos e fantasias são
absurdos. Ao contrário, um sujeito que sofre de psicose acredita que suas
próprias representações fantasiosas são reais. O psicótico não consegue ver o
absurdo, por exemplo, da afirmação de ser Napoleão ou Jesus Cristo, pois o
psicótico fica estranho à realidade, isto é, torna-se um alienado. A psicose
impede que o doente compare o que ele imagina como o que acontece na realidade.
Portanto, o psicótico perde totalmente a noção de seu estado[6].
Esta perda de consciência implica na impossibilidade da cura da psicose através
do método psicanalítico. Pois como vimos, o neurótico busca ajuda psicanalítica
porque sofre, e através da associação livre, auxiliado pelo psicanalista,
alcança a cura de sua neurose simplesmente ao conhecer a causa geradora do
sintoma. No entanto, isto não é possível em relação aos psicóticos para quem
suas fantasias e representações, são a pura realidade. Quanto aos pervertidos
são dificilmente tratáveis pelo método da psicanálise, pois estão tão ligados
aos seus objetos de prazer, os quais são assumidos muitas vezes publicamente,
que se tornam impedidos de buscarem na clínica o fim de sua patologia[7].
BIBLIOGRAFIA
BRABANT,
Georges Philippe. Chaves da Psicanálise. Zahar Editores. Rio de Janeiro: 1973.
ESTEVAM,
Carlos. Freud: vida e obra. José Álvaro Editor. Rio de Janeiro: 1968.
VALINIEFF,
Pierre. Psicanálise e complexos. Edições MM. Rio de Janeiro: 1971.
SANTOS,
Adelson Bruno dos Reis / Ceccareli, Paulo Roberto. Perversão sexual, ética e
clínica psicanalítica. Revista Latinoam. Psicopat. Fund. Vol.12, n.2. São
Paulo: 2002.
[1] Pierre Valinieff. Psicanálise e
complexos. P.121.
[2] Carlos Estevam. Freud: vida e
obra. P.108
[3] Ibid., p.112.
[4] Georges Philippe Brabant. Chaves
da psicanálise. P. 96.
[5] Ibid., págs. 91-92.
[6] Carlos Estevam. Freud: vida e
obra. P.108.
[7] Adelson Bruno dos Reis Santos/Paulo
Roberto Ceccareli. Perversão sexual, ética e clínica psicanalítica. P. 223.
Atualiza isso aí viu, primeiro q a palavra é homossexualiDADE, segundo q essa concepção nem Freud considerava assim, claro que você saberia se não fosse um medíocre que não leu toda a obra de Freud
ResponderExcluirNão foi isso que o autor quis dizer. Pelo que entendi a perversão pode estar relacionada tanto no homosexual qto no eterosexual.
ExcluirSão só tres estruturas!!!
ResponderExcluir"Medíocre" ??? Sem comentários.
ResponderExcluirMano... não mente pro tiu, seu texto é cheio de absurdos, vocÊ nunca leu Freud, e nem a psicopatologia de Bergeret, isso se aprende no sexto semestre de psicologia, você nunca frequentou uma aula de psicanálise seu cretino!
ResponderExcluirdesculpa, mas acho que seu texto está meio errado...
ResponderExcluirDefecou...
ResponderExcluirQue site merda, tudo errado
ResponderExcluirQue bosta de texto!
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